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domingo, 3 de junho de 2007

tempo

Tempo obtuso Raios de sol na manhã de outono caminho sem rumo pela cidade distante.
Joca Faria (*)


A João Nicolau Vejo mapas de nossa mãe América continuo a caminhar, cães morrem em frente ao meu portão sem nada podermos fazer, não somos donos nem de nossa vida. Faço provas de concursos, navego contra a corrente no rio de nossa cidade, não vejo mais a cachoeira do Potim tudo se perde no tempo.Dezoito anos se passaram e tudo mudou só não muda minha vontade de vencer.
Por estes dia ando lendo o livro Tempo Obtuso de João Nicolau que é um presente para nossa sensibilidade é feito de uma poesia sintética nuca havia lido que alguém não gosta-se do próprio cheiro. Esta amigo e agora poeta me surpreendeu, não havia ainda nenhum trabalho dele que fizesse brilhar os olhos, talvez o João devesse esquecer suas câmeras e ações e dedicar-se a palavra escrita e procurar chegar em imagens ao requinte de seu livro de estréia Tempo Obtuso.
João, longe de estar na querida classe média é um Dom Quixote sem nenhum Sancho Pança, está sempre só, passa pelos grupos de nossa terra com seu cabelo grande e cara de pouca simpatia. Mas por trás deste ar arredio, São José dos Campos tem mais um poeta.
Este passa já a ter o direito de se intitular sem precisar ganhar diplomas de nossa Irmandade Neo Filosófica, se bem que merece um premio Lá Merda por seus personagens e mau humores.
Talvez seja sim um artista num tempo em que ser artista não é nada como diz abda Almirez, 1 se chegarmos num caixa bancário e bradarmos que somos artistas seremos presos E daí? Né senhora Beti Souza E DAÍ? Né.
Parabéns, Nicolau, agora és um maldito completo, és mais um errante poeta, com um livro teu embaixo do braço, vá siga tua sina maldita de mais um sofredor nestas terras cassianicas. De bem aventuras e bombas de Deus, fazemos carros aviões e brincamos de Deus, simples poetas.
Há a tribo maldita a que pertencemos, prefiro ser um maldito poeta a um político ladrão.
Nossos olhos se abrem ao ler João Nicolau, ele esta nu a andar por nossas avenidas, que se dispa de sua alma, agora estamos afoitos a esperar um novo livro. Quem sabe desta torta mente nasça um grande longa-metragem.
Parabéns amigo-inimigo, sempre presente nas horas mais incertas.És João, não vais ficar envaidecido não. Ser poeta e abrir os olhos diante das estrelas pulsantes. Serás apenas mais um feiticeiro a buscar sentidos em latas de lixo.

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