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quinta-feira, 29 de março de 2007

OUTONAL

OUTONAL
Joca Faria
Pessoas passam pela rua XV. um BANHADO verde é avistado do alto da cidade.Pessoas que nunca converso passam por mim. Mas de vista as conheço há milênios.Nunca conversei com elas, Talvez nunca conversaremos.Grittos em plena Rua XV. Saio de perto não quero ficar neurótico.O ócio nos causa dor, O ócio nos faz pensar.O cio nos deixa em excitação. A primavera outonal nos faz ter desejos.A neblina encobre paixões não reveladas. Procuro o sexo fácil em praças a preço de banana, desisto a consciência me faz pensar.Pagar por um prazer que não terei.Nas estradas em caminhões. A solidão faz nos pagar por corpos.Pois estamos solitários. E não há tempo para conquistas.Ai o prazer esta na compania e não só no sexo desejado.Faz tempo que não viajo de caminhão. Nem sei se viajarei de novo.Vejo uma noiva atravessar a estrada toda de branco, Com manchas de sangue em seu vestido branco.Quem é ela que nos encontra em banheiros de bordeis.Não sei a estrada termina num abismo.Para onde vou? Estou longe de minha cidade.Quem nos somos a dirigir caminhões?Nas estradas esburacadas desta nação.A mulher de branco me beija, Na curva da morte.Onde estou?
João Carlos Faria

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