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sexta-feira, 8 de dezembro de 2006

Esperando a chuva

Esperando a chuva

Joca Faria

Falar mas falar o que se tudo já deve ter sido falado.Então escrever , mas se tudo deve ter sido escrito.Como poderia falar da LUZ do Sol e da sombra de uma arvore se alguém já deve ter falado ou escrito.Das brincadeiras de uma criança. Do sair para trabalhar numa manhã fria e chuvosa onde teu corpo pede para ficar agarradinho com sua mulher.Da metafísica se tanta gente já vivenciou e escreveu sobre a metafísica. Mas sobre a metafísica preferimos viver a escrever.Como falar do amor de um homem por uma mulher se nunca amei ninguém, então escreverei sobre minha solidão, sobre minha desesperança no amor.Ela nunca olha para mim, nunca sorri me deixa só.Como sentirei seu corpo junto ao meu corpo.Estou cansado de minha fria solidão de só ter amigos e nenhum colo para chorar para amar.Nunca descubro onde erro, Mas NUNCA farei o que aquele pintor americano fez. Pegar um carro e se matar numa estrada numa noite qualquer acho que o nome dele era Jack Pollock vi este filme na tarde de ontem esperando a chuva que nunca chegava. Mas para MIM o que nunca chega é o amor este não vem a cavalo e nem de bicicleta.Há muitos anos atrás conheci uma garota num ponto de ônibus depois nunca mais a vi. Senti algo diferente ao conhecela , mas nunca mais a vi.Quero voltar naquele passado e novamente aproveitar aqueles minutos e me reencontrar com ela e dizer que a amei por algumas horas.Mas nada volta e tudo caminha para a frente não devo desistir de encontrar um amor de verdade, mas quando? Se na vida já alcanço a idade da razão se chego a maturidade e não aprendi o que é amar.Vou chegando ao fim deste texto, mas não quero chegar ao fim de minha existência nesta dimensão sem saber o que é amar.

João Carlos Faria

www.cidadedaspalavras.com.br

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Grupo Cultural Cidade das Palavras

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