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quinta-feira, 2 de novembro de 2006

Boca

Joca Faria

Dedicado a Josette Lassance

jlassance@bol.com.br

http://www.culturapara.art.br/Literatura/josettelassance/obras1.htm

Vaginas vaginas engolindo meu ser como se fossem bocas bem abertas trangando-me...Sinto me um pênis a penetrar ...sinto me uma banana sendo engolida por tua boca de batom vermelho...Tuas bicicletas em domingos azuis...na pele quente de um sofá ...vejo a tv e masturbo me nú...tenho tesão pela nudez a tua a minha as nossas...queria criar uma tribo onde todos pudessem andar nús e vestidos do quequisecem ...onde todos saberiam os deveres sem nenhuma necessidade de juízes...Onde houvesse trabalho para todos...sem nenhum preconceito...onde pudecemos amar a hora que tivecemos desejos...onde iria ser domingo ou segunda quando quiscemos...Mas temos que conviver nesta civilização de carros de motores, de computadores mas quem consegue viver sem carros sem televisores ...Não estaria eu a criar este melancólico textos sem a santa tecnologia onde ficam nossos deuses nesta historia toda?Ficam bem longe de nossa tosca materialidade .ontem vi Samael Aun Weor como se fosse um ser humano normal disfarçado de cidadão ilustre...Senti me importante terei eu chance de fugir dos infernos tornarei me um mutante umSuper-Homem.Não não não sou Solfidone...Vaginas vaginas vaginas podem me levar ao inferno ou au céus.

João Carlos Faria

Grupo Cultural Cidade das Palavras....x

www.cidadedaspalavras.com.br

"Blade runner" . Eleelabonecos de cerana rua, picheno ceu,oito aviões supersonicosnosferatu nos museusum beijo que acaba no vacuo. . . Passaros mortos empalhados enfeitam os fios eletricos da parte mais antiga da cidade, cenas de cinema mudo, musica? Apenas o grito do vento seco batendo nos tubos ocos dos esgotos.. The Poor
Pobre de mim, habitante impuro de habitat indesejável, há nobreza nos homens, olho com escárnio, por essas janelas de vidro, meu beijo sem carne invadir a palidez dos espelhos, a vida a passar esquálida, enfio-me no seu inusitado conhecer marginal extremo, deleitando-me nas noites estreladas nas mortalhas que me aquecem e mastigo todos os dias os vermes que me servem, como um excluído das mesas fartas do mundo. Meu excremento é seco, tenho olhos sombreados com fastio pelo futuro. O relento é minha estátua rarefeita no cotidiano do abstrato. Em resumo, não existo, não há marketing para mim (um absoluto absurdo anônimo da multidão a celebrar toda a estupidez). Uma mórbida causa a angustiar para o que não tem remédio. Minha aldeia são os viadutos concretos dessa cidade, pixados por minha arte "rupestre", suburbana, contemporânea e inspiradora de poetas bêbados. Pobre de mim. Sem portas, sem quintais, indigno à esmo, pertenço aos compositores enriquecidos por minha condição e sou incluído apenas nos discursos políticos dos pulhas e presidentes desse país.
Josette Lassancejlassance@bol.com.br
..meu coração a carne negra
que sobrou. ....fizestes um pássaro. ................que impune voa ......em tuas asasde ossos. O Fazer da primeira pedra
devoro a asa em vôos viajo volto um dia e enterro o medo de partir daqui não volto mais invólucro-pedra . atirar-me ao abismo ao eco ao aço das paredes ao abraço de minhas asas . retirar-me dos lugares entre raízes ser como as folhas. . um dia sem a mesma sensação dei-me à esmo pelos caminhos mortos fiz a ponte fiz da primeira pedra atirar-se do rio como suicida atirar-se bem longe sem mira para poder ter o domínio das mãos tirar de perto a origem a miragem do moinho a moer grãos de um passado liqüefeito . nunca mais viver de passagens viver de miragens do mundo viver de grãos nunca mais. dentro do pássaroa palavra voalivre - mente.
dentro do livroa palavrasolta as asas
o livro é um pássarosoltonas palavras.

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