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quinta-feira, 4 de maio de 2006

Flores estão murchas

Flores estão murchas

Joca Faria

Outono na sombria caverna, Nem uma luz. O silencio na avenida de faróis desligados.
Silencio sobre o frio de Outono. As flores estão murchas, mas as sementes já estão plantadas.
Portões trancados. Em casas fechadas assistindo a jogos de futebol
de uma quarta-feira que começa a se findar.
Crianças dormem o sono inocente, Ônibus levam pessoas cansadas. A vida passa e nunca acordamos para o real.
Espíritos vagueiam em nosso sono, Às vezes os vemos e perdemos
o medo.E com eles dialogamos.
Eles também estão adormecidos. Quem de nos esta acordado?
Também só durmo. Não vi o real em minha vigília, O sono vem devagar enquanto os doze ponteiros ainda não bateram.
Uma madrugada esta por vir, No silencioso quarto durmo sem perceber o maravilhoso mundo da quarta-dimensão.
Quem somos? Se não a possuímos, Tudo parece um espelho como atravessar este espelho? Quem sou realmente?
Não perceber o real sentido e dormir, Estamos sempre dormindo ainda somos semente na Terra, Num eterno Outono esperando a
chegada de uma primavera.
Quantos de nos renascerá? E deixara de ser semente?
Ainda é outono, Ainda dormimos. Quem sabe um dia despertaremos e veremos a realidade.

João Carlos Faria

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