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sexta-feira, 7 de abril de 2006

Pelo comunismo.com

PELO COMUNISMO.COM
por Xico Sá [com auxílio e pitacos de Pinky Wainer]*

Um fantasma está assombrando os donos da “propriedade intelectual” e os coronéis dos direitos autorais em todo o mundo: o fantasma do copyleft. Ponto. O fantasma do Comunismo.com.
A novíssima Editora do Bispo, que se apresenta neste blog, é a primeira no Brasil a defender abertamente a cópia livre das suas edições, seja por meio gutenberguiano ou eletrônico.
Copyfree já, copia livre aqui e agora!
Por favor, copiem nossos livros [lista aqui www.editoradobispo.com.br], copiem e espalhem por ai a boa nova.
É estúpido querer ser dono de direitos alheios e controlá-los como quem controla bois gordos.
Pela livre circulação do conhecimento, da arte ou simplesmente do vandalismo.
Chega de negar ao coletivo o que é obra das antigas e soma geral de todas as investidas desde que copiaram a maquiagem de Cleópatra.
Um espectro cheio de dúvidas ronda as nossas cabeças. Comunguemos, democraticamente, as nossas interrogações:
1)Atire a primeira nota promissória aquele que se sente autor de fato, original, dono das palavras e dos quadros, e das músicas e dos seus samples;
2)atirem os paralelepípedos sobre nós aqueles editores que se acham no direito de terceirizar essas “invenções”;
3)atirem os próprios sapatos os que se acham nos direitos reservados de tirar um troco do que de fato nunca lhes pertenceu nem mesmo na condição de plagiadores cleptomaníacos, ladrões de parágrafos;
4)atirem as fluorescentes do iluminismo barato aqueles que teimam em frear, séc. XXI adiante, qualquer política dos que espalham conhecimentos, repertórios e obras diluídas;
5)atirem os primeiros bits aqueles que duvidam do manifesto do Manifesto ponto comunista, by Eben Moglen, que mostra como um espectro incomoda: o movimento da livre informação anuncia a chegada de uma nova estrutura social, resultante da transformação da burguesia industrial pela tecnologia digital que ela mesma inventou;
6)pela retomada do capital imaginário e simbólico até mesmo para os que narram sonhos e pesadelos; seus fantasmas lhes pertencem;
7) pela desobediência à caretice do mercado, explorador da mão de obra escrava dos escribas, que também se submetem a cada coisa, cada censura, cada corte nada epistemológico, que nem parecem prontos para se livrarem das algemas.

*Xico + Pinky + Zuca Pinheiro são sócios da novíssima Editora do Bispo.

http://dobispo.zip.net/index.html

www.editoradobispo.com.br

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