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quinta-feira, 16 de março de 2006

texto republicado

Bardo


Joca Faria


Desço as escadas andar por andar perdido correndo, procuro a verdade, mas encontro as meias verdades.
Procuro sentido onde não há sentido estou derretendo
Suando em bicas.
Quero ser um pássaro e voar ate o céu, e depois mergulhar no mais profundo oceano.
Crianças morrem de fome nas esquinas e pseudo-s poetas
Fazem seus poemas que não levam a lugar nenhum a um lugar comum tudo desaparecê num estante, não fico.
Em igrejas a fazer preces.
Tua revolta me comove estou em lágrimas por ler tuas
Belas palavras em língua de serpente teu canto me
Encanta, tua revolta e pura poesia você revolucionou
O que meu amigo? Fazemos revoluções em volta de nosso
Umbigo nada muda e tudo se transforma.
Não somos nada além de almas penadas a vagar pela terra.
Sem nada a dizer acho que na face da terra hoje já não há mais nenhum poeta de verdade, cadê os bardos.
Os cantadores me aponte uma real revolução tudo
E uma ilusão de homens adolescentes, estamos perdidos.
Sem nenhum caminho a seguir além de delirar e chorar
Um leite que nunca conseguimos derramar para mim não há nenhum passado só o presente que bardos somos
Se não atingimos ninguém para ser bardo e preciso
Descer aos infernos e voltar ileso.Não descemos
Nenhum degrau, para ser bardo temos que ter um
Caráter, mas somos Macunaímas.
E ai meu amigo palavras São palavras cantadas em suas canções sem sentido.
Respeito-te, mas tu exageras em viver como um betinic em pleno século xxi talvez daqui uns vinte anos chegue à tropicália, somos canalhas mesmo querendo.
Dar o recado, mas que recado podemos dar se não temos nenhum conteúdo.Pois quero que me apresente um poeta
De verdade, pois ate agora não conheci nenhum.
Somente homens fracassados foram me apresentados não
Excluo-me sou todo fracasso no auge de meus trinta
E cinco anos.
Talvez um dia eu encontre o fio que me leve para longe deste labirinto.
E me torne um verdadeiro bardo.

João Carlos Faria

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