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quinta-feira, 16 de março de 2006

Manha Cinza

Joca Faria

Silencio na manha cinza, Não ouço nada alem de trovoes e o barulho de chuva verde.
Eu me despi toda em minha cama azul, toco meu corpo apalpo meus
Seios sem nenhum desejo vermelho.
Levanto me nua e passeio pela casa solitária.
Lembro me de meus sonhos nesta casa vazia.
Silencio na manha cinza, Tomo um banho no rio que corre nos fundos.
Desta casa. Nenhum olho a me observar.Alem dos animais.
Todos estão longe daqui e eu solitária nesta manha cinza.
Tomo meu chá, Vejo minha gata em cio como eu.
Silenciosamente toco me a procura de meu sexo vermelho.
Desejos profundos vem à tona ouço o cantar de um pássaro azul.
E manha ainda visto uma saia amarela e uma blusa rosa.
E saio a caminhar por uma trilha em direção a uma cachoeira.
Lá chegando dispo me e me entrego ao sabor da água.
Silencio na manha cinza, deixo a água tocarme desejos amarelos.

João Carlos Faria

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