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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

SILENCIO NA TARDE

Silencio na tarde.

Joca Faria

Chove na tarde silenciosa. Seu tempo e escasso acabou de perder uma hora em sono infinito.
Motores roncam na avenida, Meninas passam, meninas vão.
Lembro me de como pode ter sido aquela tarde, Mas não foi.
Minha ausência de amar deixa me em silencio.
Tenho desejos não realizados, Fantasias intermináveis.
Na noite anterior ouve sarau de poesia e não fui convidado.
Parece que estou ficando careta.
Tenho saudades do amor que nunca tive.
Sei que mesmo que não mereça amar. Preciso amar.
Chove na tarde silenciosa. Sempre só não suporto mais a convivência comigo mesmo, Quero dividi-la com alguém.
Não suporto minha solidão estou vazio, Preciso encontrar minha saída.
Chove na tarde silenciosa.Estou sempre só.
Motores roncam na avenida, Meninas passam, meninas vão.

João Carlos Faria

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