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quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

As periferias são uma imensa senzala, ainda nos dias de hoje

 

 

Opa, ouvindo o disco “Eu não peço desculpa” de Jorge Mautner e Caetano Veloso no dia que termino de ler Carlos Drummond de Andrade “A Rosa do Povo” e distante há mais de quinze dias do Instagram e Facebook que uso só para postar e não mais conferir as postagens das pessoas. Estou reaprendendo e aprendendo a usar o twitter. Esses dois transformaram os homens bombas em um samba. Voltei ao prazer do desktop e a arte que é a politica, que faz parte do dia a dia. Enquanto me incluo na estatística dos doze milhoes de desempregados. Epa, preciso deixar esta monocultura de uma profissão só, né Juliano Mautner? Mas descobrir vocação é um imenso desafio. Meu prazer é ler e escrever, meditar após escrever um texto. Mas o que me faz vir aqui, tentar fisgar um leitor, alguns leitores é questionar o mundo? Mas que mundo é esse? Ouvindo esses garotos não irei pegar pesado. É bom humor musical, esse disco dessas figuras da MPB – Canta Caetano e Mautner.
A vida é bela! Hoje em dia proliferam as vídeos aulas dos que questionam os pensadores da educação, Paulo Freire, Lev Vygostiky, Wallon, Piaget e tantos outos, mas nem me lembro dos outros. Estou saboreando as aulas, para tentar desbravar o universo desses pensadores que dominam a educação Brasileira. Para bem e mal, eles estão ai. É preciso entendê-los, para passar em concursos e se manter na educação. E a crise comportamental na escola Brasileira, ficar atentos e manter a sala em ordem e sairmos vivos de uma escola que tenha o fundamental 2. Que Brasil é esse que não se passa a limpo? Não discute a educação pública a fundo. Enquanto a violência se espalha Brasil afora. Desculpem, não joguem a culpa no povo sofrido de meu amado Rio de Janeiro. Gosto muito daquela capital. A cidade é linda e tem um povo gentil. E agora sobre intervenção militar e onde isto chegará? As periferias são uma imensa senzala, ainda nos dias de hoje. Espaços sem lei e ordem. É preciso um debate profundo. Madrugadas dessas, no Canal Brasil, passava um filme nacional que retratava a periferia, “Cidade de Deus”. O cinema tem essa capacidade de mostrar a amarga realidade dos povos. Arte que tudo pode modificar.
Bela e imensa a entrevista de Zezé e Simões nesse site que escrevo. O debate nesse país está acalorado e ajudem minha reflexão – Ouço as mais variadas opiniões, quase sem preconceito, mas ouço. São inúmeros videos no Youtube, de todas as correntes de pensamentos. Quiçá descobriremos algo novo. Mas o “novo” está dentro de nossas almas. Ainda não tenho uma infraestrutura para produzir uns documentários a partir de meus escritos. Fico com a palavra escrita. Tivemos um candidato global que desistiu da barra de ser candidato a presidente da republica, um tal de Luciano Huck ele esverdeou? Que se lance a deputado federal. Muitos grupos de classe media “sérios” vem se organizando pós 2013. Não sei deles em minha cidade. Nem seria convidado, sou parte da desarticulada “esquerda” de minha cidade. Emito minhas opiniões há séculos. Quando nosso povo se livrará dos grilhões da opressão de séculos? Quando iremos além do pensar de direita e esquerda? Nossos mestres da MPB estão há séculos à frente do pensamento politico Brasileiro. Ouço agora o disco TRANSA de Caetano Veloso. Liberdade, criatividade, cade os artistas no fazer politica? Essa esquerda “dogmática” não faz a minha cabeça há muito tempo. É preciso criatividade, arte para transformar o Brasil. Cabe-nos deixar a “caixinha”, criar, avançar e ir além de nossos limites. Viva Carlos Drummond de Andrade, Caetano Veloso, Jorge Maurer e os universais Zezé e Simões!
Estamos “Vivos”, enfrentemos os desafios de séculos para construir o Brasil Utópico de DARCY RIBEIRO. Jorge Caldeira lançou o livro “História da Riqueza no Brasil”, quero ler e desvendar os mitos da Historia Brasileira. Afinal, segundo Raul Seixas “É preciso cultura para cuspir na escultura”. Vou por ai “sem lenço nem documento” e sem cartão de crédito.

Joka Faria

João Carlos Faria
Fevereiro 2018

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Augusto dos Anjos

Entrevista no espaço dedicado ao poeta por TERESA BENDINI.

Augusto quantos Anjos coube em ti ?
Para nos brindar com esta poetica ?
Serafim ?
Cabe em nosso coração, Versos Intimos.
Almas, morte ! Nesta multiplidade de dimensoes.
Sua poesia clavada em nossas almas. 
 
Joka Faria

João Carlos Faria

Augusto dos Anjos


sábado, 17 de fevereiro de 2018

Cançoes na quase tarde de uma terça de carnaval em busca da alquimia

 Ao acaso descubro as cançoes de Madeleine Peyroux nesta terça, que o céu chora o findar do carnaval. A festa vai embora, entro em silencio canto cançoes … E ouço o encantamento da sereia Madeleine Peyroux !




Nuvens de carnaval

Uma canção de Madeleine Peyroux .Um poema de Domingos Fábio . Terça – feira de carnaval. Na quase madrugada um anjo daqueles tortos diante do espelho. Daqueles anjos que não são anjos. Talvez mero reflexo de meu interior. Desafiava -me para atravessar o espelho. Na dura luta entre a luxuria e a castidade ! Quando descobrirei o amor ?!

Joka
João Carlos Faria

Dragoes dos umbrais

Céu encoberto, nuvens .. quase chuva. Terça – feira mera despedida de um carnaval envolto no silencio da alma que busco alcançar. Manhas de luxuria entre mantrans, silencio. Meras fantasias ei de enfrentar meus dragoes. 108 existencias. Naufrago por criar alma. Deixar a escravidão da luxuria.

Joka
João Carlos Faria

Cançao alquimica

Cantar, alma , cançoes ..alquimia. Passaro preso a materia. Quero desvendar universos . Navegar entre o inferno e o céu. E aqui preso a materia. Quero asas. Descobrir a arte de voar. Deixar medos , atravessar espelhos. Cade Clarice ?! Que me daria seu amor e juntos descobririamos universos ?!

Joka Faria

João Carlos Faria

Silêncio da madrugada

Brincadeiras de esconde esconde madrugada . Sem que percebam no silêncio leio poemas de Nydia Bonetti já não quero a inconveniência das redes sociais. Quero a vida das ruas. Quero viver ! Amar. Pois só existe o agora amanhã é mera incerteza. Real é a poesia cercada do oceano de esperança.

Joka Faria
João Carlos Faria

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Canção de Carnaval

 Carnaval, festa da carne. E poetas chegam a um imenso bloco, Drummond abre alas com seu poema América. Ai entra Walt Wiitman, calor, dias quentes, a chuva de verão cai abundante. Corpos quase nus nas cidades. Eu aqui com a boca escancarada de dentes, esperando dar a dentada fatal. Viva Raul Seixas! Sexo, vida morte nos corpos de Walt Wiitman. E Piva dança em cima de seus garotos nus. Corpos, mulheres com seus tapas sexos, que nada esconde da luxúria carnavalesca. A morte dança seminua num carro alegórico, em forma de Xadrez.Tantos filmes, Ingmar Bergman, vi nesses dias. Ouço o mantra OM em meu celular. Gabeira diz não saber meditar, eu juro quase de joelhos que me esforço. Cantam os bardos, carnaval e minha cidade em silencio! Vida abundante nesses dias quentes, ventiladores sopram vida. Cadê o barro para fazer nascer mulheres e homens? Falo de Tantra para um amigo, ele finge não entender. Nem eu absorvi todos os segredos da vida e da morte. Tenho um hábito estranho de ler e reler capítulos inteiros de livros. Não sei o segredo de tomar nota. Gilberto Gil canta num bloco em Sampa, leio um texto mal escrito, atribuído a Arnaldo Jabor, contra o carnaval. É festa, cada um na sua, eu no silêncio de minha casa. Ingmar Bergman, para mim, escreve com as imagens e as luzes. Poeta não é só o que escreve, poeta é o artista em suas infinitas possibilidades. Mas tudo surge do Verbo, Deus é verbo. Deus é sexo. Tantos sentidos e nós na inexatidão, chove. As cidades dançam, eu em silêncio. Sempre em silêncio. Todos nos labirintos das redes sociais. Om om om!

Joka Faria

João Carlos Faria

Carnaval de 2018

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018



Nuvens de carnaval

Uma canção de Madeleine Peyroux .Um poema de Domingos Fábio . Terça – feira de carnaval. Na quase madrugada um anjo daqueles tortos diante do espelho. Daqueles anjos que não são anjos. Talvez mero reflexo de meu interior. Desafiava-me para atravessar o espelho. Na dura luta entre a luxuria e a castidade ! Quando descobrirei o amor ?!

Joka
João Carlos Faria

Silêncio da madrugada

Brincadeiras de esconde esconde madrugada . Sem que percebam no silêncio leio poemas de Nydia Bonetti já não quero a inconveniência das redes sociais. Quero a vida das ruas. Quero viver ! Amar. Pois só existe o agora amanhã é mera incerteza. Real é a poesia cercada do oceano de esperança.

Joka Faria

João Carlos Faria

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018



Acabei de ler o poema América de Drummond quero ler um de Edu Planchez , Diego El Khouri .. Nydia Bonetti quantas Américas em nossas almas ?
Walt Whitman , Gregório de Matos , Além Ginsberg quantos mais poetas a retratar a América .. más Carlos Drummond de Andrade no livro A rosa do Povo e singular .. Quantas vozes e minha cidade vomitada, adormecida sem carnaval?

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Escolas sem sentido…

 Escrevi esse texto, após uma provocação de Diego El Khoury, querendo entrar num hospício.

 

 

Caro
Diego El Khouri

Quem sabe você encontra um tal Bispo do Rosário, Solfidone e tantos outros bichos de sete cabeças. Opa, será que já estamos no hospício? Às vezes ao acaso, há quem diga ser Machado de Assis. Um outro profeta. Outros dizendo que Ets devoram Homens. Opa, Paulo Coelho também andou por hospícios.
Mas trânsito, violência urbana, escola sem sentido, faz muita gente querer estar num hospício. A arte salva! Afinal, Bispo do Rosário – incendiários. Já tivemos a vontade de Nero. Vai Diego El Khouri, a vida já é hospício. Navio sem destino. Morte é certa. Mas viver é insistir, brincar, nadar pelado em rios e cachoeiras, atravessar num bote o Atlântico, para chegar à África. Vai Diego El Khouri a vida está aí. Para que hospício? Já foi o tempo de trancafiar. É hora de subir em Vassouras, pegar carona num disco voador. E um tal de Guimarães Rosa nos disse que viver é perigoso. Para que hospícios, se todos nos emburrece e não sabemos o valor da solidariedade? Amor ao próximo?
Tantas dores, tantas cores em suas pinturas. Vai Diego, cante, dance e ame. A vida é curta! Além de um belo canal na tv a cabo, cantemos em saraus nas ruas e praças. Provoque, não o ódio, mas a solidariedade, o amor ao próximo. Vamos sair deste caos, dessa pasmaceira. Vamos ler os poetas daqui e de além mares.
Fiquemos com a poesia de Ernesto Moamba, que me encantou. Assim como um poema de Juliano Maureer. A arte, escrita e Viva a palavra. As cores de Diego El Khouri. As pinceladas de Davi Fernandes de Faria. Artes e poesia. Celebremos o Renascimento da Poesia como num dia 4 de Fevereiro de 1996.
Celebremos a vida. Somos temporais, mas nossas almas são eternas.

Joka Faria

João Carlos Faria

Fevereiro de 2018