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terça-feira, 6 de março de 2012


JOKA

O imenso calor tropical ...

Enquanto a noite silenciosamente se faz diante de nossos olhos. Meus olhos  semi cerrado a recebe. Sempre com a cabeça aberta ela vem. Diante do dia e noite a vida se faz presente. Neste imenso calor de verão. E a vida se modifica em muitas vezes nem percebemos. Nossa ansiedade de fazer não nos dá  tempo para observar o girar deste  imenso planeta. E neste calor tropical percebemos a tranqüilidade de uma sombra de uma arvore. Vejo a cidade se modificar. Surgir imensos edifícios puro concreto. E ai ? Tudo se modifica , mas dentro de nossos corações nos transformamos? Para que tanta correria. Se o mundo gira sem nenhuma pressa e mesmo assim o tempo passa. Caio na cama e adormeço entre o fim da tarde e o inicio da noite. Para mim não há pressa. Só faço meu caminho. Vejo uma linda borboleta negra surgir das trevas. Olho para o céu. Quantas estrelas. E muitos seres vagando pelo céu. E não os vemos. Só porque não os vemos eles não existem? Que covardia esta nossa. Tudo tem que ser tangível se fazer matéria. De fato nem percebemos nossa existência. Tudo que fazemos não percebemos sempre nos preocupando com o que iremos fazer e o que não fizemos. E velhas pessoas se fazem presentes novamente em nossas vidas. As rotinas servem para nos iludir. Dissipar-nos do que é real. E o real não se faz concreto. Nossas ambições são tolas. Só vivemos um teatro social e deixemos realmente de viver. Enquanto caminhamos no dia o sol brilha sobre nossas cabeças. Achamos-nos importantes. Ainda somos impotentes. Pois ainda realmente não nos percebemos. E a vida passa entre dias e noites. E sempre os velhos dilemas quase nunca alcançados. Gostamos mais de nosso irreal do que nos vermos no espelho de nossa alma. Caminho por minha cidade. Faço-me cidade. E não percebo realmente o que está próximo de mim. Enquanto a noite silenciosamente se faz diante de nossos olhos. A vida passa. É hora de realmente vivermos a vida em cada um de seus momentos. Por mais exaustivos, chatos e mesmo que não desperte nenhum interesse em nós. Mas se conseguirmos estar atentos realmente sentiremos o maravilhoso fluir da existência. Tudo nos é cotidiano, parece nos entediante. Mas é a vida da forma que ela é. E não mera idealização. A vida esta ai. Quero é uma bela sombra em baixo de uma arvore. E ver as nuvens a se movimentar. Neste imenso calor tropical.

JOKA
joão carlos faria                

sábado, 3 de março de 2012


JOKA

Movimento? Mas nada se move?

E ai continuaremos a viver esta anomalia social de todos nos aplaudirmos na frente e descermos o sarrafo pelas costas.É hora de um amadurecimento e parar de achar que arte é aplauso. E sempre nunca nada acontece. Falta nos tutano, cara de pau. E ação as praças estão ai. Um desgoverno esta ai. As eleiçoes se fazem presentes. Merda no ventilador. Não somos ingenuos e nem otários. Vamos as ruas.
E esta cidade anda calada, careta e sem graça nenhuma. Será que já não há gente irreverente. Só gente irrelevante.É a chamada cena cultural que diz  ter movimento, mas que movimento? Estamos em silencio. Nada se move?
Chega muitas vezes nos calamos para não nos ofendermos , mas a democracia só se constrói com criticas. E corramos o risco de sermos mal interpretados. Mas viver é estar na chuva acabei de publicar no Face estas fotos de um diploma de honra ao mérito cultural e o que era para ser um saudosismo otário passou a ser a chance de um grito que esta na garganta. Gente vamos as ruas. Estamos parados. E nada real acontece. Pensei que com a luta do Pinheirinho a cidade e suas cabeças que se dizem pensantes daria um salto de qualidade?  E voltamos a fazer o que insistimos em chamar de arte e que não passa de vaidade vazia. E que nunca fica nada. Não pense que não dói para mim refletir e por no papel. Mas ser figura não grata na cidade. nunca me comove. Fico com meus pouquíssimos amigos. A ter uma multidão que nada diz. Precisamos nos repensar. E olha arte já deixou a muito de ser estas manifestações voltadas  há bela arte, as letras. Hoje tem uma cara social. E uma juventude que não esta na cena cultural dita oficial faz muito mais nas periferias. E nos isolados freqüentando os mesmos espaços, desculpem , mas só estamos sendo publico. No que mais de valor fazemos hoje é escrever. Mas arte não é isolamento é fazer em sociedade. Já que a cidade de forma política não dá espaço aos seus cidadãos vamos fazer nas ruas. E ajudar a população a refletir o que é este desgoverno de extrema direita que comanda a cidade há muito tempo. E que precisa sair. E dentro de instituições culturais isto jamais acontecerá. Hoje não citarei nomes  nem de pessoas e nem de instituições. Vamos repensar. A tecnologia digital esta ai em nossas mãos, blogs, youtube, facebook. E os muros e praças da cidade. Precisamos refletir e agir em São José dos Campos, pois aqui moramos e ela é nossa. Vamos ás praças. Vamos ao Sol. A iluminação só se alcança agindo. Uma graduação universitária só faz sentido se usarmos nas nossas vidas o conhecimento que achamos ter aprendido. Assistir aos canais educativos. Ler bons livros. E continuar de braços dados é uma grande covardia de nossa parte. Já não sou o mesmo. Mas tem muita coisa boa que fiz e que preciso fazer de novo. Estamos vivos. E vamos viver se não não teremos um bom texto, um bom poema. E nunca faremos um grande filme. Tudo acontece agora. E não há passado e nem futuro só o presente momento. E vamos como aquele cantor cantou Botar o bloco na rua. E tudo passa só minha eterna revolta que não, mas canalizemos para o bem e transformar e ao mundo que nos cerca. Pensar dói. Mas pensar nos faz existir. A cidade é minha e sua e não pode servir a uma pequena elite. Façamos nossa São José dos Campos.  



JOKA
joão carlos faria   

Honra ao Mérito Cultural diploma ofericido pela Irmandade Neo Filósica em 2002.
E que faz falta nos dias de hoje.

domingo, 26 de fevereiro de 2012


JOKA

Uma canção para Deus e o Diabo ...

Dedicado a Rubens Jardim  

O diabo anda me cercando nos falamos ainda há pouco me deixou com várias dúvidas acerca do existir. Por isto mergulho em alguns livros fundamentais. E tento um dialogo com quem esta próximo. Mas será realmente que alguém esta próximo?  E nunca , mas nunca sabemos tudo. E entre o homem e Deus a um grande abismo?  E estamos aqui nos achando vivos. E todas as injustiças se fazem saltar a nossos olhos. E o diabo retoma e continua a falar comigo. Testando-me. E vou seguindo meu caminho de fé. Mas não uma fé cega. E o diabo através de alguém me disse para escolher caminhos mais baratos. Eu prefiro pagar um auto preço para me desvendar. E as injustiças seguem. E entro no universo das teorias. E bato um papo gostoso com o diabo. Enquanto Elomar canta para nós. E entre Deus e o Diabo a uma infinitude de teologias. Há meus caros onde poderemos estudar teologia com isenção? Não sei. Sei que viemos de uma cultura Judaica Cristão. E nunca sou. Não me faço sábio. E sim sou completamente ignorante. E a um abismo diante de mim que nada sei?  Eu nunca decifro?  E não irei ser devorado. O diabo é sedutor com seu papo interessante. Com seu olhar de malicia. E continuamos a nos falar noite adentro. E tento achar alguém isento e que tenha sabedoria que me ajude a obter respostas. Que bobagem esta tudo dentro de nós. E canta Elomar. Seguimos a vida. E a vida fora do universo virtual é bem outra. E as ruas nos fazem próximos uns dos outros. E alguém consegue pensar com este belo calor? Eu juro que não só peguei num livro ás seis da tarde. Mais vale uma prosa e até uma TV ligada numa tarde quente. Sem contar a si esta. E o Diabo se diverte com nosso desespero. E a vida não passa de uma ilusão. Mas sempre queremos ter e não sabemos SER. Eu nunca fui e alguém me disse que gostaria de dormir e só acordar em outra vida. Quando vejo crianças pequenas e penso saudações meu caro uma nova chance. E estou já na metade de minha vida e que legado deixarei?  Vou é ouvir Elomar. É a música Cantiga de Amigo. E o Diabo agradece o bom gosto. E canta Elomar. Não canso de ouvir uma mesma música. E hoje estudei Paulo Freire finalmente alguém de minha realidade no estudo acadêmico. Ontem vi grafiteiros do Rio falando em fazer e estes garotos vivenciam enquanto somente escrevo. É que eu não sei desenhar? Alguém me ensina? E a vida se esvai. E esperamos ter outra. Mas vivemos o agora. E tudo se esvai. E cadê as estrelas nesta cidade? Minha cidade não se faz solidaria. Minha cidade se constrói de homens egoísta e o Diabo ri de nosso egoísmo. E todas as cidades se fazem iguais? E a injustiça se faz. Talvez porque neste calor não sabemos pensar. Deixemos a solidão urbana. E vamos dar um grande abraço. Como cantou Elizabeth num poema quanto custa um abraço? E tão difícil assim nos enxergar no próximo? Afinal todos queremos uma TV de plasma?  Eu quero uma casa com quintal e um jardim. Nada mais ... Só ganhar meu sustento sem precisar de ajuda. E tudo se esvai. Modifica-se queiramos ou não. E o Diabo vai embora, mas promete voltar. E o que é o ser humano sem suas eternas e infernais dúvidas. Volto á leitura de livros. E retorno a minha essência. O tempo passa e é uma grande farsa. Será mesmo que existimos? Ai ai ai acabo de me beliscar. Ai que preguiça ...         


JOKA
joão carlos faria

domingo, 19 de fevereiro de 2012


JOKA

Educação

O que é realmente pensar? O que nos faz refletir? E entender o mundo no qual estamos inseridos? O que podemos realmente fazer para sermos livres? Estamos presos a um cotidiano. Preso há hábitos. E as pessoas começam a debater a educação pública no Brasil? E de fato para que nos serve estes onze anos dentro de uma escola. E acaba sendo muito mais, pois as crianças hoje entram em creches e na pré escola? E as crianças têm que tipo de educação? E existe de fato outra proposta além das teorias que estudamos na faculdade? Confesso ainda não entender muito do que chamam de construtivismo?  Mais hei de entender e ter uma posição. Ainda não tenho. Mas vejo uma escola que não liberta. Enquanto proposta? Deve ter iniciativas individuais e estou atrás destas experiências para me motivar. Mas algo é fato o que se recebe para dar aulas esta aquém das necessidades de qualquer cidadão que precisa manter uma família. E com isto afasta da educação profissionais  que poderiam colaborar para o avanço da educação no Brasil. Mas não é algo intencional dos governos manterem uma escola no nível básico com uma qualidade ruim?  Que forma seres humanos sem nenhum censo critico. Sem nenhuma base de reflexão e vão para as universidades onde no geral só recebem uma formação técnica? A sociedade não reflete e não estuda nem as teorias econômicas como Marxismo, Liberalismo e acabam não se debatendo estas teorias tão presentes em nossas vidas. E isto fortalece uma classe política que se mantém no poder. No velho jogo de oposição e situação. Sempre há uma solução teórica e prática para a sociedade se transformar se libertar. E com amor e racionalidade podemos repensar os rumos desta humanidade. Mas as bases não estão sendo dadas?  Não se tem filosofia, ciências econômicas na educação básica. Então o cidadão forma-se sem entender o que é mercado? O que é economia? O que é religiosidade? Qual a historia da comunidade que esta inserido. E como colaborar para que tudo mude. E a sociedade forma cidadãos que só sabem o valor do consumo. E não conhece o valor de conviver em comunidade. De buscar contribuir para melhorias em sua comunidade em seus pais em todo o planeta. E a humanidade se interliga. E temos uma ferramenta maravilhosa que é a internet. E não sabemos usala para que alcancemos mudanças filosóficas, econômicas e sociais. Estamos ligados numa grande teia chamada humanidade. E acabamos nos desumanizando. E a educação se perde enquanto possibilidade de formar gerações sadias e criticas. Que entenda o papel de cooperar para o avanço da comunidade na qual habita. E nos fechamos cada vez mais em condomínios fechados. Em shopping Center. E aumenta-se o uso de bebidas alcoólicas e drogas entre a juventude. Por simples falta de um preparo social e espiritual. E ai como começaremos um movimento por mudanças na educação?  Mas começamos a ver a juventude reagir. Em São José dos Campos a cidade do Pinheirinho. A juventude sai ás ruas para fazer grafite, rap e arte nas ruas. Espalhando poesia nas ruas. Em bairros da zona sul da cidade a comunidade apóia os grafiteiros deixando que seus muros sejam pintados. Dando almoço para eles. E São José hoje recebe gente do Brasil e do mundo para fazer arte. O que é isto uma juventude que começa a se refletir. E estamos ai vivendo numa cidade que ao mesmo tempo se faz conservadora reacionária e paralelamente libertária. E tudo isto precisa ser construído com uma educação para libertar o ser humano e que não o mantenha preso. Não há mau nenhum em ganhar dinheiro, ter conforto. Mas há mal em não se pensar no planeta e nem no próximo. O mundo precisa se transformar. E nossa sociedade precisa se refletir e agir. Geração vem e vão. Deixemos um legado de justiça e paz para as próximas. Que nossa consciência se faça e transformemos a nós e conseqüentemente o mundo.

JOKA
joão carlos faria
    

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012


JOKA

Silencio tudo se faz memória

Já na escura noite de verão. Após uma chuva torrencial. E todos os problemas sem sentidos serem resolvidos. Mas nem toda justiça se faz aos homens na anseia de ter. E a vida sempre se esvai. E quantas vidas vêm. E tudo se constrói e tudo se destrói. Não há tempo. E insisto a mentir para mim mesmo. Adentro ao silencio. E nunca estou em silencio. E a noite se faz trevas e me faço solidão. Os problemas da humanidade não estão só na economia. Nem na política muito menos na religião. Estamos o tempo todo ausentes de nós mesmos. Por isto leio e releio as paginas dos livros. E nunca escrevo um só livro. E tudo sem mim funciona. Em tão para que nos ligarmos ao mundo?  O fazemos?  Toda metafísica esta presente em nós. E não nos apercebemos dela. Quer  mais magia que é o passar do tempo. Que se ver envelhecendo. Tudo se faz memória. E nada do passado existe. Só vivemos o presente momento. Tudo mera lembrança. Num só dia varias emoções. E um amontoado de ilusões. Paro tudo para ler um livro de economia. Sim de economia, nossas leituras não pode se prender só a poesia. Como se poesia fosse uma religião. Tudo  faz parte da vida. Nossa sociedade dividiu o conhecimento e o conhecimento é indivisível. As matérias são interligadas. E devemos estar ligados e desligados também. Ás vezes brinco que as crianças não se tira as pilhas. Quem dera eu tirar  minhas próprias pilhas. Hoje resolvi um problema relacionado há burrocracia. E ai sim respirei e curtir o Sol da tarde. Só não fiquei andarilho pela cidade. Pois tinha comprado um pedaço de manteiga no mercado de minha cidade. Peguei  o habito de comer pastel nesse mercado. E nunca paro. É uma ilusão bem prazerosa. Hoje falei com um amigo pelo computador. E  tudo se faz. E não se faz. Ando a ler de tudo. E continuo a não saber de nada. Tento esvaziar a mente. E sentir. Qualquer hora desta subo a montanha e fico lá um bom tempo. E vou seguindo o viver cotidiano. Enquanto não retomo a São Sebastião do Rio de Janeiro. Enquanto não mergulho na praia de Cocanha em Caraguatatuba. Aqui   em São Jose´dos Campos não ando de bicicleta. Aqui andamos de ônibus sempre cheio de vida. De ser humano. E eu gosto de ser humano. Pois ainda sou humano. E tudo se esvai na ampulheta. Agora se faz trevas em breve se fará luz. E esvai-se a vida. Em breve as águas de março. Agora Carnaval. E quero estar em silencio. Em alguma praia. Ou nesta casa. Só o Universo o sabe? E tudo vida, metafísica, realidade. Verdades e mentiras. Com o nascer e o apagar o dia. E a vida flui. Cadê minha bicicleta?  Minha motocicleta?  E a chave do portal? Ainda não tenho  chave. Ou tenho e não me apercebi dela? A noite se faz presente enquanto por causa do eu. O ser ausente. E um vento  adentra ao meu quarto e eu encerro este escrito. A uma noite e a busca do saber. A metafísica se faz real em nossas vidas  e só não  apercebermos. E uma barata passa. E finjo não vela. Adentrou ao meu quarto. E passeia por ele. Espero que não voe. E assim tudo se vai. E a ampulheta se faz areia.     

JOKA

joão carlos faria

Livro : O que é o liberalismo
De Donald Stewart Jr.
Editora : Ediouro

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012


JOKA

O NASCER DO CRISTO ...

Todas as mentiras nos foram contadas. E as verdades cabe a nós descobrir. Enchemos-nos de vãs preocupações e todos os dias começam e acabam. Ouvimos boas músicas e a vida vai. Escorregamos em grandes escorregadores. E o tempo muda. E nunca nos transmutamos. Damos atenção a emoções que são baratas. E nunca vislumbramos o que realmente é real. Temos as cotidianas preocupações, como trabalhar, comer. Nossos instintos nos guiam. E ai o que fazemos para mudar?  Temer que o mundo acabe é uma grande insanidade. Calendários Maias e os livros sagrados falam de um fim. A todo instante nasce pessoas e morrem pessoas. Que  fazem seu destino. Jogamos cartas, lemos os horóscopos de jornais. Lemos muitos e muitos livros de auto ajuda, livros esotéricos e de poesia. E conseguimos ser os mesmos. E o tempo passa. Nossas vidas passam. E ai toda  metafísica do mundo não nos dá nenhuma resposta. O destino quem faz somos nós. Vivemos numa sociedade onde abrimos nossa intimidade para todos. Que prazer é este de gravar um ato sexual e espolo na internet. De tirar fotos de nus. Nossa vida esta exposta nos sites de relacionamento. Não podemos mais viver sem internet, sem celular. E tudo vira um grande show. Sempre me enveredei por estes caminhos. Só não devo ter transado em frente a uma câmera por simples falta de oportunidade. Graças ao Universo não o fiz. E hoje acho tudo uma grande bobagem. Penso não mais cometer estas barbaridades. E não julgo quem faz ou irá fazer. E tudo se esvai. E a velha solidão nos atormenta. Precisamos estar no universo virtual para dizer que existimos. E temos de fazer o mundo saber que existimos? Iludimos-nos com esta mídia. Para que achar bom que alguém viu uma postagem minha em algum site de relacionamento. E para que eles servem? O que eu pense ou deixe de pensar não interessa ao mundo. E porque devo me interessar pelo mundo. Se não sou dono de meu destino? Sigo as mais baixas sensações. Somos uma sociedade que se baseia em eventos esportivos. Num interesse pela política que nada interfere nos acontecimentos. Trabalhamos, estudamos, consumimos. E nada nunca realmente nos satisfaz. E o dia passa, não rezamos de forma correta. Nunca de fato nos entregamos ás meditações. E nossa cabeça sempre um barulho  e nunca o silencio. E nunca realmente comungamos com o Divino. E nem com a vida. Pois nunca damos atenção a nada sempre fazemos tudo pela metade. E a vida sempre adiada. Daqui a pouco Carnaval. E ai estamos paralisados. E tudo se esvai numa ampulheta. E não descobrimos que viver é ser simples. E nada mais. Eu escrevo , pois sinto-me vivo quando escrevo. Devo deixar a vaidade. Para de pensar em resultados. Escrever me dá o prazer e ponto. Nossa sociedade nos conduz as doces ilusões materiais de ter. Que seja fama, poder. E nunca colaboramos para que a vida do próximo seja melhor de verdade. Só vivemos nossa tosca vida medíocre e outro só serve se nos servir. Que o outro se faça nós. Que o outro seja eu. E ainda não o é. Estamos sós. Devemos  deixar de ser só. Vou indo a um cotidiano que me cerca. E uma ilusão que se chama vida. Espero que na próxima vez que Ore. Que Medite me entregue de corpo, alma ao que estarei fazendo. Deixe a ilusão do mundo para fora. E Deus realmente se faça presente em minha vida. Pois ainda não se faz. Pelo meu egoísmo. Faça - se a luz em nossos corações. Que o Cristo nasça em nós.

JOKA
joão carlos faria     

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012


JOKA

Corações infames...

Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. E a noite sempre chega tememos muitas vezes a vida. Mesmo sabendo que a morte é uma simples passagem. Tememos a morte todo dia. Mesmo sabendo que acumular dinheiro é uma grande bobagem. Sempre queremos acumulalo. Mesmo que todo sucesso seja uma grande bobagem queremos todo o sucesso do mundo. Tudo é sempre mera vaidade. E a vida passa sem andarmos de bicicleta. Sem achar grandes amores. Sem entender grandes poetas. Religiões são muitas e DEUS é um. E tudo esta sempre vazio. E por isto consumismo em demasia. Enchemos nossos egos no consumo dentro das lojas. Queremos o carro mais novo. Sendo que o velho e barato nos leva aos mesmos lugares. A vida passa e aprisionamos pássaros em gaiolas. Pois nós mesmos já estamos presos em gaiolas. Não sabemos de fato o que é liberdade. Uma coisa sei liberdade não é um refrigerante ou uma marca de moto. Maltratamos o próximo. E sempre nos achamos legais, democráticos e livres. Quando ser livre é ter um emprego ridículo?  Bramir contra o próximo que só quer o direito a morar. Que quer o direito a um trabalho diguino. Sim  somos coniventes com todas as guerras que se fazem no mundo. Pois só queremos bens materiais. Esquecemos-nos do Divino que nos habita. Deus se faz distante de nossos corações. Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. Nossas cabeças estão em trevas. Nossos corações são de pedra. Invejamos a vida do outro. E nos esquecemos de nossa vida. Leio e releio Drummond e não entendo a simplicidade de sua poética. Desculpem leio poesia há muito tempo e ainda não sei ler. Vejo filmes comerciais e saco a mensagem que é nos passada. Mas a mensagem? A vida de fato tem algum sentido de nosso nascimento a nossa morte? Para que serve a família. A escola? Que forma o individuo para querer ter. E nunca ser. Para um mercado de trabalho cruel. Que nos prende a noção que viver é se der bem economicamente. Desculpem estamos vazios e nos enchemos de um suposto conforto. Casas grandes e vazias de livros. Academias lotadas e lugares para uma busca espiritual que seja verdadeira cadê vez mais vazios. Não ser faz parte de nossa vida. E tudo passa. Cada vez estamos mais velhos. E não nos preparamos para o que vem depois da morte. Nunca tentamos entender a morte? E a vida então passa batida. Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. Levamos-nos muito a sério. Vivemos com vãs ilusões. Queremos ter fama, poder, dinheiro. E tudo se esvai na ampulheta. Quando chove queremos sol. Quando tem sol queremos chuva. E ai? Não sei de nada. Mesmo que soubesse seria algo tão metafísico. Que não conseguiria descrever com palavras. Com raciocínio lógico. E tudo se esvai. Devemos adentrar dentro de nós e nos ouvir. Enquanto isso o sol brilha. E DEUS se diverte vendo suas criaturas viverem. A vida é metafísica. A vida é a realidade. A vida é dificuldades é feita também de vitorias. Estamos aqui há milênios indo e vindo. E tudo sempre passa e de fato não compreendemos Deus. Pois se não compreendemos nem a nós mesmos. E não queremos de fato nos entender? Por isso cada vez mais vazio. Cada povo cada cultura com suas interpretações do Divino. E eu aqui. Sentado. Tentando desvendar o indesvendavel. Vou-me embora para além do horizonte, Para alem de meus egos. Mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia. Insistimos em sofrer. Em nos apegar a uma realidade transitória. Tudo é vaidade. Tudo se esvai com o tempo só Deus é absulamente real. E nós ainda mera ilusão a se dissolver no tempo. Estou aqui agora. Em um breve tempo não estarei mesmo sabendo que o Sol brilha todo dia.

JOKA
joão carlos faria